sexta-feira, 13 de março de 2009

i know but you don't

1 sem vidas
Acordei depressiva hoje, não que eu já não seja uma psicopata todos os dias da minha vida, mas hoje acho que a tpm atacou lindamente meu organismo, não me pergunte o porque, só sei que estou assim hoje, bem emo.

E pra completar eu queria escrever no VPST mas e o assunto, cadê? Lá eu nem posso seguir uma linha bixinha de ser (como eu sou aqui e tudo mais) tenho que ser 666 all the time e vou falar a mais pura verdade, não sou tão ácida como muitos pensam, na verdade minha natureza é intimamente tímida e medrosa, me camulfo nas minhas irônias e indiretas e consigo me livrar de alguns problemas normais de pessoas anomais, mas still, me rendo muito fácil e a tristesa dos meus dias e sim, eu demoro horrores pra escrever com acidêz, elaboro mil textos várias vezes, colo e copio e recorto e apago, demoro mais de uma horas fazendo textos ciêntificos ou textos engraçadinhos irônicos, mas textos verdadeiros, como esse, eu escrevo direto sem problema, sem ligar para o que fulaninho vai achar ou vai dizer sobre, prefiro me liberar e escrever para o nada, assim, ninguém me julga. Sempre fui boa pra escrever, mas nunca tive muita coragem de mostrar isso, sempre ficava fechada na visão da moda e de como todo mundo escreve, de como todo mundo lê ou daquilo que todo mundo gosta de fazer e por incrível que pareça eu descobri agora, sim agora mesmo, nesse texto sem pontuação correta, sem introdução meio e fim e muito menos sem sentido de que eu me jogo naquilo que acho que os outros acham de mim, que eu me rotulo de acordo com o pensamente alheio, não sou esperta inteligente ou sagaz, mas muita gente pensa isso de mim, sou normal ou pelo menos me considero normal quando me sento e penso sozinha com os meus botões ou canetas e principalmente com as minhas músicas, penso muito mais rápido quando estou ouvindo alguma música, mas só quando estou escrevendo livremente sem cumprir metas e padrões, como agora.

Gosto do jeito como eu consigo encontrar as respostas para a minha vida em coisa simples, como uma música tem um significado diferente em cada vez que eu escuto, não importa se escutei mil vezes ou apenas duas, em todas, todas mesmo, terei visões e opiniões diferentes do mesmo. Me acho versátil e difícil de entender, machuco meus amores mais facilmente do que machuco um estranho, nunca gostei disso em mim, me arrependo sempre que algo assim acontece, me esforço demais pra agradar ao outros e quase sempre escqueço de me agradar, quero ter o cabelo liso mas sem que ninguém note, pra que eu não fique rotulada como futil, quero ser magra, mas vou a academia e fico "sarada", escuto música sem gostar pra agradar e deixo de escutar com receio de ser criticada, na verdade, quanto mais eu cresço mais eu acho que sou um eterna adolescente, com medos e fobias de uma garota de 12 anos, com medos que nem minha irmã mais nova tem.

Tenho muitos bloqueios e consequentemente dificuldade de aceitar aquilo que sou realmente, medo de experimentar e de gostar, principalmente de gostar, já me machuquei pra não machucar os outros, já me oprimi e principalmente me calei e sofri sozinha, já deixei me levar por opiniões totalmente adversas as minhas apenas porque a maioria me convenceu, me sinto bem maria vai com as outras agora, logo eu que critico tanto quem me copia, eu copio (falo pra pessoa que está sendo coipada, mas não deixa de ser cópia)

she wasn't allright, she was broken... como me enteder o Paul agora, aquele do interpol, músicas depressivas liberam meu eu verdadeiro, aquele que chora, que não sabe do que gosta ou do que quer fazer na vida, com quem quer ficar, com quem quer andar, com quer falar, me sinto uma interrogação, mas me mostro um ponto de exclamação para os outros.

Tenho máscara, uma máscara que nem eu sei porque tenho, ams tenho e não sei qual é o meu papel nesse teatro que chamam de vida jovem.